Emoção marca o funeral de Madre Feitosa, em Crato

O sepultamento acontece amanhã (29), às 9 horas, na capela da Casa de Caridade do Crato, onde Madre Feitosa morava.

Muita emoção tomou conta do velório da madre Maria Carmelina Feitosa, a Madre Feitosa, uma das mais importantes educadoras do Cariri, que faleceu ontem, aos 98 anos. O funeral foi aberto, ainda na noite desta sexta-feira, na capela do Colégio Santa Teresa de Jesus, no qual foi diretora. Hoje (28), pela manhã, o corpo seguiu para o auditório do Colégio Pequeno Príncipe, escola que ajudou a fundar, onde segue recebendo as últimas homenagens.

A Diocese de Crato informou que o sepultamento acontecerá amanhã (29), às 9 horas, na capela da Casa de Caridade do Crato, onde Madre Feitosa morava. Antes disso, haverá uma celebração presidida pelo bispo Dom Gilberto Pastana.

A religiosa estava internada desde o último dia 17 de dezembro, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Inicialmente, ela ficou internada no Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte, e foi transferida para a Clínica São José, no mesmo município, falecendo na manhã de ontem.

Com a presença de autoridades, professores, alunos, ex-alunos das escolas nas quais Madre Feitosa trabalhou, o funeral recebeu diversas homenagens. “A madre representa todo um ciclo da educação. Impossível não citar ela. Deixa uma grande obra, um grande colégio. O Crato perde uma cidadã de uma grande bondade”, ressaltou o prefeito Zé Ailton Brasil.

Emoção marca o funeral de Madre Feitosa, em Crato
Corpo foi levado da capela do Colégio Santa Teresa de Jesus até o Colégio Pequeno Príncipe. (Foto: Valéria Alves/SVM)

A irmã Vera Lúcia Alves de Andrade, da Congregação Filhas de Santa Tereza de Jesus, no qual a educadora fez parte por mais de 70 anos, ressaltou a tristeza com a partida da religiosa. “Mas estamos consoladas, confortadas, porque ela deixou um legado grandioso. Uma mulher que se dedicou completamente às causas do pobre e da educação”, reforçou.

Aclamada como a “santa viva do Crato”, Madre Feitosa dividiu por 30 anos seu lugar de morada com a irmã Amparo Nunes, que se emocionou com a morte da amiga. “Ela não dava conselho, dava exemplo. Esse era seu maior testemunho. Conviver com ela no dia a dia foi um grade privilégio. Maior que a perda é a alegria e gratidão que tenho a Deus por conviver com uma santa de carne e osso”, define.

Homenagens

O reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), o professor Francisco do O’ de Lima Júnior, decretou luto oficial de três dias na instituição, destacando “sua contribuição para a formação de várias gerações de cearenses”. No dia 6 de maio de 2014, Madre Feitosa recebeu o título de ‘Doutor Honoris Causa’, pela própria URCA.

Trajetória

Natural de Tauá, Madre Feitosa viveu sua infância em Arneiroz. Aos 14 anos, se mudou para o Crato para cursar o então ensino secundário no Colégio Santa Teresa de Jesus. Dois anos depois, decidiu ingressar na vida religiosa na Congregação homônima à escola.

Em junho de 1961, assumiu a direção Casa de Caridade do Crato que, anos antes, se transformou na Fundação Padre Ibiapina, reconhecida como instituição filantrópica em 1977. Dela, surgiram a Rádio Educadora, o Cine Teatro e o Colégio Pequeno Príncipe, inaugurado em 25 de março de 1969, este último, foi diretora até o fim de sua vida.

Madre Feitosa ainda foi diretora do Colégio Santa Teresa de Jesus, secretária geral da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, sendo eleita vice supervisora geral da Ordem em três mandatos consecutivos, num total de 18 anos. Graduou-se em Pedagogia pela antiga Faculdade de Filosofia de Crato, atual Universidade Regional do Cariri (Urca), onde lecionaria anos mais tarde. Por Antonio Rodrigues do Diário do Nordeste.

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