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A história da Irmã Rozalia que fugiu do regime para viver a fé

A história da Irmã Rozalia que fugiu do regime para viver a fé

Uma vocação nascida em Šaštin, onde se encontra o Santuário da padroeira da Eslováquia, Nossa Senhora das Dores.

Obrigada a fugir para professar sua fé. Esta é a história da Ir. Rozalia Mrènova, das Filhas de Maria Auxiliadora, nascida em Trnava, Eslováquia. Em 1984, sob o regime comunista, ela deixou seu país para ir à Itália, onde permaneceu no Generalato até 2001. Depois voltou ao seu país e há um ano, voltou à Itália, para ajudar as irmãs idosas e doentes. Após a viagem do Papa à sua pátria à distância, ela lembra do santuário nacional de Šaštin, onde foi celebrada a missa de encerramento e onde ela ia frequentemente para rezar. Espero que a presença de Francisco, sempre inclinado para os pobres, na escuta do seu sofrimento”, disse a freira, “possa dar frutos à pequena nação de onde eu venho”.

Em Šaštín, Ir. Rozalia visitava junto com seus pais, os santuários marianos. “Mesmo durante o comunismo estavam sempre lotados, apesar das dificuldades causadas pelos impedimentos do regime”. Ela conta a grande devoção a Nossa Senhora que aprendeu com sua mãe. “Fui educada desta maneira e sou grata a ela por isso. Acho que foi a Mãe de Jesus que inspirou minha vocação. Ela me atraiu”.

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As cicatrizes de uma fé vivida em segredo

Irmã Rozalia pensa em sua própria Eslováquia, que passou por muitos momentos difíceis, uma pequena nação submetida a potências estrangeiras. “Penso que muitas pessoas sofreram por causa da sua fé. Conheço muitos pais que não puderam matricular seus filhos na catequese paroquial. Na escola, era permitido, embora com muitas restrições. Os professores tiveram que enfrentar muitos obstáculos. Depois houve a imposição para as famílias mais ricas para que não frequentassem a Igreja, por exemplo”. “Eu queria cursar o ensino médio”, lembra, “mas não fui aceita porque estava frequentando o catecismo”. Uma vez, um professor viu meu crucifixo no meu pescoço e me disse que eu não deveria usá-lo. Inclinei a cabeça pensando que não valia a pena falar. Eu entendi que era inútil reagir. Eles queriam me provocar. Permaneci em silêncio. Calar diante de tais situações é encarnar o estilo de Jesus que se calava em situações semelhantes, “porque era melhor ficar calado diante de pessoas que não compreendem o próprio pensamento”.

Permanecer sob a cruz

Sua entrada na vida religiosa também foi muito condicionada, teve que agir de maneira clandestina, ninguém deveria saber que ela estava seguindo a vocação para a vida consagrada. “Devo dizer que foi difícil, mas o desafio foi bom”, afirma a irmã. “Penso que esta peregrinação de minha vida, que traz muitas cicatrizes, me deu, no fundo, uma paz interior, uma alegria. Vi pessoas ricas que não eram felizes. Eu, por outro lado, sempre fui muito serena e feliz. Quando fiz meus exercícios espirituais, que me levaram à minha primeira profissão de fé, gravei na minha memória que deveria cultivar sempre esta relação pessoal com Jesus, porque isto – destaca a irmã – é o mais importante, não só para os que estão orientados para a vida religiosa, mas para todos os cristãos”. E aqui vemos sua emoção, que não é fraqueza, pelo contrário. É determinação. Sinal de tenacidade e profundo discernimento. “Não se pode sentar em duas cadeiras”, afirma, repetindo as palavras do Papa. “As tentações obviamente não faltaram, mas eu sabia o que queria”.

A relação pessoal com Jesus

A cruz não deve ser usada como símbolo político, de forma triunfalista, disse Francisco durante a Divina Liturgia em Présov. “De fato, se não tivermos uma relação íntima e pessoal com Jesus”, disse a freira, “é inútil ir na direção da vida consagrada”. Rezar, ir à igreja, usar um crucifixo e não considerar a pessoa de Jesus como muito significativa para si mesmo, não faz sentido. Afinal de contas, vamos até Ele, caso contrário, para que vivemos”.

Ofereça seus dias para os outros com uma fé simples

O Papa deixou a Eslováquia com uma referência à necessidade da fé se tornar compaixão, “compartilhando a vida com os que estão feridos, os que sofrem e os que são forçados a carregar cruzes pesadas sobre seus ombros”. Como a senhora prova as palavras de Francisco na vida diária? “Eu tento acompanhar as notícias do mundo, o que acontece. As guerras, os desastres. Eu ofereço cada dia a alguma intenção particular. Isto ajuda. Na minha simplicidade e na minha pequeneza – conclui a Ir. Rozalia – ofereço o que posso e por isso tento me unir a Jesus e pedir misericórdia para os que precisam. É muito triste que as pessoas estejam sempre tão umas contra as outras. Ao invés disso, o amor deveria dominar entre as pessoas porque o mundo seria muito diferente. As divisões quebram a unidade entre as pessoas”. Fonte: Vatican News.

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